Naomi Osaka protagonizou uma das maiores surpresas desta edição de Wimbledon ao derrotar a cabeça de chave número 1, Aryna Sabalenka, com um contundente 6-2 7-6(2), avançando pela primeira vez na carreira às quartas de final do torneio londrino. A vitória, construída sobre saque potente e precisão nos golpes de fundo, encerra o percurso da bielorrussa e aprofunda o caos na chave feminina. Com Iga Swiatek e Elena Rybakina já eliminadas, o quadro principal perdeu suas três principais candidatas ao título antes mesmo das quartas.
O triunfo de Osaka e a virada do chave feminino
Osaka entrou em quadra sem o peso do favoritismo, mas jogou como quem nunca precisou dele. No primeiro set, dominou Sabalenka com autoridade, fechando em 6-2 sem dar margens para a adversária se instalar. No segundo, o equilíbrio aumentou, mas no tie-break a japonesa foi implacável: 7-2, sem hesitação. Para quem acompanhou a trajetória difícil de Osaka nos últimos anos - entre lesões, pausas por questões de saúde mental e oscilações de desempenho -, esse resultado em Wimbledon tem peso simbólico inegável. Vale lembrar que grandes retornos no esporte têm marcado esta temporada em diferentes modalidades; assim como acontece no futebol, onde revelações explodem em competições de alto nível, como se pode ver ao confira os gols de Balogun na Copa, atletas que pareciam à margem do protagonismo voltam ao centro do palco de forma decisiva. Osaka, aos 27 anos, parece estar escrevendo exatamente esse tipo de história.
A eliminação de Sabalenka representa um baque considerável para o chave. A bielorrussa chegava a Wimbledon como favorita, sustentada por uma temporada consistente no circuito. Mas Osaka não lhe deu tempo para impor seu ritmo. Com cinco americanas entre as 16 melhores - o maior número desde 2002 -, o torneio feminino ganhou uma nova dinâmica. Jessica Pegula também avançou, superando a jovem Iva Jovic, de apenas 18 anos, com a experiência e o controle de jogo esperados de uma veterana do circuito.
Djokovic supera Federer e segura vaga nas quartas com dificuldade
No masculino, Novak Djokovic garantiu sua 17ª vaga nas quartas de final de Wimbledon, mas não sem susto. Diante do qualificado russo Roman Safiullin, o sérvio mostrou sinais claros de incômodo dentro de quadra, admitindo depois que não se sentiu bem durante o jogo. A vitória veio de forma irregular, mas veio - e com ela, um marco histórico: o 106º triunfo em Wimbledon, ultrapassando Roger Federer e se tornando o tenista com mais vitórias na história do torneio entre os homens.
Djokovic, que acumula sete títulos em Church Road, segue sendo o principal nome do lado masculino do chave, ainda que a forma demonstrada contra Safiullin levante perguntas sobre seu nível físico e rítmico. Às quartas de final, qualquer adversário com confiança acumulada poderá representar uma ameaça real ao sérvio. O recorde, no entanto, é incontestável: nenhum outro homem venceu mais partidas neste torneio do que Djokovic.
Um Wimbledon de reviravolta e novos protagonistas
Esta edição de Wimbledon segue um padrão que o tênis tem apresentado com frequência crescente: a ordem estabelecida não sobrevive à primeira semana intacta. No feminino, a ausência de Swiatek, Rybakina e agora Sabalenka nas semifinais abre espaço para que nomes menos esperados escrevam história na grama de Londres. Osaka, com sua potência e a confiança renovada de quem voltou a jogar tênis de alto nível, surge como uma das figuras mais instigantes desta reta final. No masculino, Djokovic segue como obstáculo central, mas suas dificuldades recentes mostram que a hegemonia é real, porém não blindada. O torneio promete.
(Com informações de agências.)